SEJAM TODOS BEM VINDOS EM NOME DE JESUS!


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

As 95 Teses de Martinho Lutero


Para sua reflexão estamos colocando logo abaixo as 95 teses que foi o estopim em 1517 para a Reforma Protestante.Ficamos conhecidos pelo nome do movimento que nos deu origem, protestantes, mas será que as nossas atitudes realmente condiz com o título que levamos? Esta é minha indagação para você!Leia o que Lutero escreveu e medite sobre a sua vida como trabalhador da seara cujo dono brevemente vem pedir conta.


As 95 teses de Lutero

1. Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo em dizendo “Arrependei-vos,afirmava que toda a vida dos fiéis deve ser uma ato de arrependimento.
2. Essa declaração não pode ser entendida como o sacramento dapenitência ( confissão e absolvição) administrado pelo sacerdócio.
3. Contudo, não pretende falar unicamente de arrependimento interior;pelo contrário, o arrependimento interior é vão se não produz externamentediferentes espécies de mortificação da carne.
4. Assim, permanece a penitência enquanto permanece o ódio de si(verdadeira penitência interior), a saber, o caminho reto para entrar noreino dos céus.
5. O papa não tem o desejo nem o poder de perdoar quaisquer penas,exceto aquelas que ele impôs por sua própria vontade ou segundo a vontadedos cânones.
6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ouconfirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoado os casosque lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, aculpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de ninguém sem sujeitá-lo à humilhação sobtodos os aspectos perante o sacerdote, vigário de Deus.
8. Os cânones da penitência são impostos unicamente sobre os vivos enada deveria ser imposto aos mortos, segundo eles.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa, massempre faz exceção de seus decretos no caso da iminência da morte e danecessidade.
10. Os sacerdotes que, no caso de morte, reservam penas canônicas parao purgatório agem ignorante e incorretamente.
11. Esta cizânia que se refere à mudança de penas canônicas empenas no purgatório certamente foi semeada enquanto os bispos dormiam.
12. As penitências canônicas eram impostas antigamente não depois daabsolvição, mas antes dela, como prova de verdadeira contrição.
13. Os moribundos pagam todas as suas dívidas por meio de sua morte ejá estão mortos para as leis dos cânones, estando livres de sua jurisdição.
14. Qualquer deficiência em saúde espiritual ou em amor por parte deum homem moribundo deve trazer consigo temor, e quanto maior for adeficiência, maior deverá ser o temor.
15. Esse temor e esse terror bastam por si mesmos para produzir aspenas do purgatório, sem qualquer outra coisa, pois estão pouco distante doterror do desespero.
16. Com efeito, a diferença entre Inferno, Purgatório e Céu parece sera mesma que há entre desespero, quase-desespero e confiança.
17. Parece certo que, para as almas do purgatório, o amor cresce naproporção em que diminui o terror.
18. Não parece estar provado, quer por argumentos quer pelasEscrituras, que essas almas estão impedidas de ganhar méritos ou de aumentaro amor.
19. Nem parece estar provado que elas estão seguras e confiantes desua bem-aventurança, ou, pelo menos, que todas o estejam, embora possamosestar seguros disso.
20. O papa, pela remissão plenária de todas as penas, não quer dizer aremissão de todas as penas em sentido absoluto, mas somente das que foramimpostas por ele mesmo.
21. Por isto estão em erro os pregadores de indulgências que dizemficar um homem livre de todas as penas mediante as indulgências do papa.
22. Pois para as almas do purgatório ele não perdoa penas a queestavam obrigadas a pagar nesta vida, segundo os cânones.
23. Se é possível conceder remissão completa das penas a alguém, écerto que somente pode ser concedida ao mais perfeito; isto quer dizer, amuito poucos.
24. Daí segue-se que a maior parte do povo está sendo enganadapor essas promessas indiscriminadas e liberais de libertação daspenas.
25. O mesmo poder sobre o purgatório que o papa possui em geral, épossuído pelo bispo e pároco de cada dioceses ou paróquia.
26. O papa faz bem em conceder remissão às almas não pelo poder daschaves (poder que ele não possui), mas através da intercessão.
27. Os que afirmam que uma alma voa diretamente para fora (dopurgatório) quando uma moeda soa na caixa das coletas, estão pregando umainvenção humana (hominem praedicant).
28. É certo que quando uma moeda soa, cresce a ganância e a avareza;mas a intercessão (suffragium) da Igreja está unicamente na vontade de Deus.
29. Quem pode saber se todas as almas do purgatório desejam serresgatadas? (Que se pense na história contada a respeito de São Severino eSão Pascoal).
30. Ninguém está seguro na verdade de sua contrição; muito menos deque se seguirá a remissão plenária.
31. Um homem que verdadeiramente compra suas indulgências é tão rarocomo um verdadeiro penitente, isto é, muito raro.
32. Aqueles que se julgam seguros da salvação em razão de suas cartasde perdão serão condenados para sempre juntamente comseus mestres.
33. Devemos guardar-nos particularmente daqueles que afirmam que essesperdões do papa são o dom inestimável de Deus pelo qual o homem éreconciliado com Deus.
34. Porque essas concessões de perdão só se aplicam às penitências dasatisfação sacramental que foram estabelecidas pelos homens.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obterredenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com ocristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissãoplenária tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem umacarta de perdão.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos osbenefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem cartas deperdão.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado,pois - como disse - é uma declaração da remissão divina.
39. É muito difícil, mesmo para os teólogos mais sábios, dar ênfase napregação pública simultaneamente ao benefício representado pelasindulgências e à necessidade da verdadeira contrição.
40. Verdadeira contrição exige penitência e a aceita com amor; mas obenefício das indulgências relaxa a penitência e produz ódio a ela. Tal épelo menos sua tendência.
41. Os perdões apostólicos devem ser pregados com cuidado para que opovo não suponha que eles são mais importantes que outros atos de amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é intenção do papa que seconsidere a compra dos perdões em pé de igualdade com as obras demisericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que dar aos pobres ou emprestar aosnecessitados é melhor obra que comprar perdões.
44. Por causa das obras do amor, o amor é aumentado e o homem progrideno bem; enquanto que pelos perdões não há progresso na bondade, massimplesmente maior liberdade de penas.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que um homem que vê um irmão emnecessidade e passa a seu lado para dar o seu dinheiro na compra dosperdões, merece não a indulgência do papa, mas a indignação de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que - a não ser que haja grandeabundância de bens - são obrigados a guardar o que é necessário para seuspróprios lares e de modo algum gastar seus bens na compra de perdões.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de perdões é matéria delivre escolha, e não de mandamento. 48. Deve-se ensinar aos cristãos que, aoconceder perdões, o papa tem mais desejo (como tem mais necessidade) deoração devota em seu favor do que de dinheiro contado.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que os perdões do papa são úteis senão se põe confiança neles, mas que são enormemente prejudiciais quando, porcausa deles, se perde o temor de Deus.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa conhecesse as exaçõespraticadas pelos pregadores de indulgências, ele preferiria que a Basílicade São Pedro fosse reduzida a cinzas a construí-la com a pele, a carne e osossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa - como é de seu dever -desejaria dar os seus próprios bens aos pobres homens de quem certosvendedores de perdões extorquem o dinheiro; que para este fim ele venderia -se fosse possível - a Basílica de São Pedro.
52. Confiança na salvação por causa de cartas de perdões é vã, mesmoque o comissário, e até mesmo o próprio papa, empenhasse sua alma comogarantia.
53. São inimigos de Cristo e do povo os que, em razão da pregação dasindulgências, exigiam que a Palavra de Deus seja silenciada em outrasigrejas.
54. Comete-se uma injustiça para com a palavra de Deus se, no mesmosermão, se concede tempo igual, ou mais longo, às indulgências do que aPalavra de Deus.
55. A intenção do papa deve ser esta: se a concessão dos perdões - queé matéria de pouca importância - é celebrada pelo toque de um sino, como umaprocissão e com uma cerimônia, então o Evangelho - que é a coisa maisimportante - deve ser pregado com o acompanhamento de cem sinos, de cemprocissões e de cem cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja - de onde o papa tira as indulgências - nãoestão suficientemente esclarecidos nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É pelo menos claro que não são tesouros temporais, porque nãoestão amplamente espalhados, mas somente colecionados pelos numerososvendedores de indulgências.
58. Nem são os méritos de Cristo ou dos santos, porque esses, morte edescida ao inferno do homem exterior.
59. São Lourenço disse que os pobres são os tesouros da Igreja,mas,falando assim, estava usando a linguagem de seu tempo.
60. Sem violências, dizemos que as chaves da Igreja, dadas por méritode Cristo, são esses tesouros.
61. Porque é claro que para a remissão das penas e a absolvição decasos (especiais) é suficiente o poder do papa.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santo Evangelho da glória e dagraça de Deus.
63. Mas este é merecidamente o mais odiado, visto que torna o primeiroúltimo.
64. Por outro lado, os tesouros das indulgências são merecidamentemuito populares, visto que fazem do último primeiro.
65. Assim os tesouros do Evangelho são redes com que desde aAntigüidade se pescam homens de bens.
66. Os tesouros das indulgências são redes com que agora se pescam osbens dos homens.
67. As indulgências, conforme declarações dos que as pregam, são asmaiores graças; mas “maiores” se deve entender como rendas que produzem.
68. Com efeito, são de pequeno valor quando comparadas com a graça deDeus e a piedade da cruz.
69. Bispos e párocos são obrigados a admitir os comissários dosperdões apostólicos com toda a reverência.
70. Mas estão mais obrigados a aplicar seus olhos e ouvidos à tarefade tornar seguro que não pregam as invenções de sua própria imaginação emvez de comissão do papa.
71. Se qualquer um falar contra a verdade dos perdões apostólicos quesejam anátema e amaldiçoado.
72. Mas bem-aventurado é aquele que luta contra a dissoluta edesordenada pregação dos vencedores de perdões.
73. Assim como o papa justamente investe contra aqueles que dequalquer modo agem em detrimento do negócio dos perdões.
74. Tanto mais é sua intenção investir contra aqueles que, sob opretexto dos perdões, agem em detrimento do santo amor e verdade.
75. Afirmar que os perdões papais têm tanto poder que podem absolvermesmo um homem que - para aduzir uma coisa impossível -tivesse violado a mãode Deus, é delirar como um lunático.
76. Dizemos, ao contrário, que os perdões papais não podem tirar omenor dos pecados veniais no que tange à culpa.
77. Dizer que nem mesmo São Pedro e o papa podiam dar graças maiores éuma blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, temmaiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças daadministração (ou da cura), etc., como em 1 Co 12.
79. É blasfêmia dizer que a cruz adornada com as armas papais tem osmesmos efeitos que a cruz de Cristo.
80. Bispos, párocos e teólogos que permitem que tal doutrina sejapregada ao povo deverão prestar contas.
81. Essa licenciosa pregação dos perdões torna difícil, mesmo apessoas estudadas, defender a honra do papa contra a calúnia, ou pelo menoscontra as perguntas capciosas dos leigos.
82. Esses perguntam: Por que o papa não esvazia o purgatório por umsantíssimo ato de amor e das grandes necessidades das almas; isto não seriaa mais justa das causas visto que ele resgata um número infinito de almaspor causa do sórdido dinheiro dado para a edificação de uma basílica que éuma causa bem trivial?
83. Por que continuam os réquiens e os aniversários dos defuntos e elenão restitui os benefícios feitos em seu favor, ou deixa que sejamrestituídos, visto que é coisa errada orar pelos redimidos?
84. Que misericórdia de Deus e do papa é essa de conceder a uma pessoaímpia e hostil a certeza, por pagamento de dinheiro, de uma alma pia emamizade com Deus, enquanto não resgata por amor espontâneo uma alma que épia e amada, estando ela em necessidade?
85. Os cânones penitenciais foram revogados de há muito e estão mortosde fato e por desuso. Por que então ainda se concedem dispensas deles pormeio de indulgências em troca de dinheiro, como se ainda estivesse em plenaforça?
86. As riquezas do papa hoje em dia excedem muito às dos mais ricosCrassos; não pode ele então construir uma Basílica de São Pedro com seupróprio dinheiro, em vez de fazê-lo com o dinheiro dos fiéis?
87. O que o papa perdoa ou dispensa àqueles que pela perfeitacontradição têm direito à remissão e dispensa plenária?
88. Não receberia a Igreja um bem muito maior se o papa fizesse cemvezes por dia o que agora faz uma única vez, isto é, distribuir essasremissões e dispensas a cada um dos fiéis?
89. Se o papa busca pelos seus perdões antes a salvação das almas doque dinheiro, por que suspende ele cartas e perdões anteriormenteconcedidos, visto que são igualmente eficazes?
90. Abafar esses estudos argumentos dos fiéis apelando simplesmentepara a autoridade papal em vez de esclarecê-los mediante uma respostaracional, é expor a Igreja e o papa ao ridículo dos inimigos e tornar oscristãos infelizes.
91. Se os perdões fossem pregados segundo o espírito e a intenção dopapa, seria fácil resolver todas essas questões; antes, nem surgiriam.
92. Portanto, que se retirem todos os profetas que dizem ao povo deCristo: “paz, paz”, e não há paz.
93. E adeus a todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: “a cruz,a cruz”, e não há cruz.
94. Os cristãos devem ser exortados a esforçar-se em seguir a Cristo,sua cabeça, através de sofrimentos, mortes e infernos.
95. E que eles confiem entrar no céu antes passando por muitastribulações do que por meio da confiança da paz.
window.google_render_ad();

Precisa - se de Luteros!!




Amanhã estaremos comemorando o Dia da Reforma Protestante, pois fazem exatamente 491 anos que um monge fez algo audacioso e desafiador e que não só precisa ser lembrado, mas principalmente ser imitadopor todos nós.

É muito bom lembrarmos os marcos da nossa história, mas é importante que reconheçamos que igualmente ao tempo de Lutero a igreja está precisando mais do que nunca de reformadores, ou simplesmente de Luteros. Precisa - se de Luteros que se comprometam com o Reino de Deus, que sejam gratos pela sua salvação a ponto de fazer como fez o Lutero, entregá a sua vida totalmente como um sacrifício vivo e agradável a Deus. Precisa-se de Luteros que não amem a fama e o poder e que queiram ser invisíveis enquanto o nosso Mestre brilha mais e mais. Muito mais do que marchas para mostrar o quanto somos, precisa-se de ações e marchas no mundo espiritual para restaurar o verdadeiro culto à Deus dentro de nossos templos. Muito mais do que shows que promovem a carnalidade e a idolatria, precisa-se de compromissos verdadeiros e diário em louvar a Deus em todas as circunstâncias. Precisá-se de Luteros reformadores que sejam verdadeiros e que rompam com a estética cultual que levou embora a espiritualidade de muitas igrejas.Precisa-se de Luteros adoradores, pois cantores encontra-se em qualquer lugar. E muito mais do que festas precisa-se de reflexões sobre o nosso papel como reformadores, será que somos bons na seara do mestre a ponto de merecermos recompensas? Será que os milhões de evangélicos que temos são trabalhadores do Dono da vinha? Ou não passamos de bons atores no que fazemos? Será que era isto que Lutero realmente queria? Creio que não!Assim como Paulo pediu para que fosse imitado, com certeza o que Lutero queria era multidões de imitadores e não de admiradores.
A igreja hoje é reconhecida e até mesmo admirada, assim como a primitiva se casou com o Estado, também a atual anda de mãos dadas com ele, come na mesma mesa, reparte as mesmas ambições e anseios de poder. Precisa-se urgente de homens que estejam na brecha, pois muitas "Jerusaléns" estão totalmente queimadas a espera de um Neemias que a socorra. Creio que Deus encontrou naquele monge um templo perfeito para colocar o seu altar, e no clamor do Espírito, hoje se ouve o anseio, por novos Luteros que promovam o maior avivamento da história.

Quem era Martinho Lutero.


Há 491 anos um monge afixou na porta da igreja de Wittenberg 95 teses que iam de encontro com as doutrinas da Igreja Católica, foi o estopim para a Reforma Protestante. A data era 31 de Outubro de 1517 e o monge era Martinho Lutero. Lutero nasceu no dia 10 de novembro de 1483 em Eisleben, Alemanha. Em 1501 foi enviado à Universidade de Erfurt, onde passou pelos costumeiros cursos de lógica e filosofia. Aos vinte anos de idade, recebeu o título de licenciado, e passou logo a ensinar a física de Aristóteles, ética e outros assuntos ligados à filosofia. Posteriormente, por indicação de seus pais, dedicou-se à lei civil, a fim de trabalhar como advogado; porém, foi separado desta atividade devido ao incidente relatado a seguir. Ao andar certo dia pelos campos, foi lançado ao solo por um raio, enquanto um amigo morreu ao seu lado. Este fato afetou-o de tal modo que, sem comunicar o seu propósito a algum de seus amigos, retirou-se do mundo e enclausurou-se junto à ordem dos eremitas de Santo Agostinho.
Dedicou-se ali à leitura das obras de Santo Agostinho e dos escolásticos; porém, ao vasculhar a biblioteca, encontrou, acidentalmente, uma cópia da Bíblia latina que jamais havia visto antes. Esta atraiu poderosamente a sua curiosidade; leu-a ansiosamente e sentiu-se atônito ao perceber que apenas uma pequena porção das Escrituras era ensinada ao povo.
Fez a sua profissão de fé no mosteiro de Erfurt, após ter sido noviço durante um ano; e tomou ordens sacerdotais, ao celebrar a sua primeira missa em 1507. Um ano mais tarde foi transferido do mosteiro de Erfurt à Universidade de Wittenberg, pois, após a fundação da Universidade, pensava-se que nada seria melhor para dar-lhe reputação e fama imediata do que a autoridade e a presença de um homem tão célebre, por seu grande temperamento e erudição, como era Martinho Lutero.
Em Erfurt havia um certo ancião no convento dos agostinianos, com quem Lutero, que pertencia à mesma ordem, como frade agostiniano, conversou sobre vários assuntos, especialmente a remissão dos pecados. Sobre este tema, este sábio padre foi franco com Lutero, ao dizer-lhe que o expresso mandamento de Deus é que cada homem creia particularmente que os seus pecados foram perdoados em Cristo; disse-lhe ainda que esta interpretação particular fora confirmada por São Bernardo: “Este é o testemunho que o Espírito Santo te dá em teu coração, quando diz: Os teus pecados te são perdoados. Porque este é o ensino do apóstolo, que o homem é livremente justificado pela fé”.
Estas palavras não serviram somente para fortalecer Lutero, mas também para ensinar-lhe o pleno sentido do ensino do apóstolo Paulo, que insiste tantas vezes na seguinte frase: “Somos justificados pela fé”. E, após ler as exposições de muitos sobre esta passagem, logo percebeu, tanto pelo discurso do ancião como pelo conselho que recebeu em seu espírito, o quão vãs eram as interpretações que antes havia lido nos trabalhos dos escolásticos. E assim, pouco a pouco, ao ler e comparar os ditos e os exemplos dos profetas e dos apóstolos, com uma contínua invocação a Deus, e com a excitação da fé pelo poder da oração, deu-se conta desta doutrina com a maior evidência.
Assim prosseguiu os seus estudos em Erfurt pelo período de quatro anos no mosteiro dos agostinianos.
Em 1512, sete mosteiros de sua ordem tiveram uma divergência com o seu vigário geral. Lutero foi escolhido para ir a Roma e defender a sua causa. Naquela cidade, observou o papa e a sua corte, e teve também a oportunidade de contemplar as maneiras do clero, cujos modos precipitados, superficiais e ímpios de celebrar a missa foram severamente por ele criticados. Assim que ajustou a disputa que havia motivado a sua viagem, voltou a Wittenberg e foi constituído doutor em teologia, às custas de Federico, da Saxônia, que freqüentemente lhe ouvia pregar, e que estava familiarizado com o seu mérito, e que lhe reverenciava muito.
Continuou na Universidade de Wittenberg de onde, como professor de teologia, dedicou-se à atividade de sua vocação. Neste ponto deu início à leitura extremamente intensa das conferências sobre os livros sagrados. Explicou a Epístola aos Romanos e os Salmos, que esclareceu e explicou de uma maneira tão completamente nova e diferente do que havia sido o estilo dos comentaristas anteriores, que “era como, após uma longa e escura noite, amanhecesse um novo dia, a juízo de todos os homens piedosos e prudentes”.
Lutero dirigia de modo cuidadoso a mente dos homens ao filho de Deus, do mesmo modo que João Batista anunciava o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; do mesmo modo Lutero, ao resplandecer na igreja como uma luz brilhante após uma longa e tenebrosa noite, mostrou de maneira clara que os pecados são livremente remidos pelo amor do filho de Deus, e que cada pessoa deveria fielmente abraçar a este generoso dom.
A sua vida estava de acordo com o que ele professava; e evidenciou-se de modo claro que as suas palavras não eram meramente a atividade de seus lábios, mas que procediam de seu próprio coração. Esta admiração por sua vida de santificação atraiu muito os corações de seus ouvintes.
A fim de preparar-se melhor para a tarefa que havia empreendido, aplicou-se atentamente ao estudo dos idiomas grego e hebraico; e a isto estava dedicado quando se publicaram as indulgências gerais em 1517.
Leão X, que sucedeu a Júlio II em março de 1513, teve o desígnio de reconstruir a magnífica Catedral de São Pedro em Roma, cujas obras haviam sido iniciadas por Júlio, mas que ainda precisava de muito dinheiro para ser concluída. Por esta razão, Leão X, em 1517, aprovou a concessão de indulgências gerais a toda Europa, em favor de todos os que contribuíssem com qualquer soma de dinheiro para a reedificação da catedral; e designou pessoas em diferentes países para proclamarem estas indulgências e receberem o dinheiro das mesmas. Estes estranhos procedimentos provocaram muito escândalo em Wittenberg e, de modo particular, inflamaram o zelo de Lutero, o qual era por natureza ardente e ativo. Neste caso, por ser incapaz de conter-se, estava decidido a declarar-se contrário a tais indulgências em todas as circunstâncias.
Por esta razão, na véspera do dia de todos os santos, em 31 de outubro de 1517, fixou publicamente, na igreja adjacente ao castelo naquela cidade, as noventa e cinco teses contra as indulgências, onde desafiava a qualquer que se opusesse a elas, fosse por escrito ou por debate oral. As proposições de Lutero acerca das indulgências haviam sido publicadas há pouco, quando Tetzel, o frade dominicano comissionado para a sua venda, manteve e publicou suas teses em Frankfort, que continha um conjunto de proposições diretamente contrárias às de Lutero. Fez ainda mais: agitou o clero de sua ordem contra seu companheiro; considerou-o, do púlpito, um anátema e herege condenável, e queimou em público as suas teses em Frankfort. As teses de Tetzel também foram queimadas em Wittenberg, como reação, pelos luteranos. Porém o próprio Lutero negou ter parte nesta ação.
Em fevereiro de 1537 foi celebrada uma assembléia em Smalkalda sobre questões religiosas, para a qual Lutero e Melanton foram convidados. Durante esta reunião, ele ficou tão enfermo, que não havia esperança de que se recuperasse. Enquanto o levavam de volta, escreveu o seu testamento, no qual legava a seus amigos e irmãos o seu desdém pelo papado. E assim esteve ativo até a sua morte, que aconteceu em 1546.
Naquele ano, na companhia de Melanton, foi à Saxônia, sua província natal, que há muito tempo não visitava, e ali chegou são e salvo. Porém, pouco depois, foi chamado pelos condes de Mansfelt, para que arbitrasse umas diferenças que haviam surgido acerca de seus limites e, ao chegar, foi recebido por mais de cem ginetes e conduzido de maneira muito honrosa. Porém, ficou tão enfermo naquela ocasião, que se temeu que pudesse morrer. Lutero disse, então, que estes ataques de enfermidade sempre lhe sobrevinham quando tinha qualquer grande obra a empreender. Porém, nesta ocasião, não se recuperou, mas morreu no dia 18 de fevereiro, com sessenta e três anos de idade. Pouco antes de expirar, admoestou àqueles que estavam em volta de si a que orassem a favor da propagação do Evangelho, e disse-lhes:
“Porque o Concílio de Trento, que teve uma ou duas reuniões, e o papa, inventarão coisas estranhas contra o Evangelho”.
Ao sentir que se aproximava o desenlace fatal, antes das nove horas da manhã, encomendou-se a Deus com esta devota oração: “Meu Pai celestial, Deus eterno e misericordioso! Tu manifestaste a mim o teu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Ensinei a respeito dEle, e tenho-o conhecido; amo-o da mesma forma que preservo a minha própria vida, minha saúde e minha redenção; a Quem os malvados têm perseguido, caluniado e afligido com vitupérios. Leve a minha alma a Ti”.
Depois disto, citou a frase a seguir, e repetiu-a por três vezes: “Em tuas mãos entrego o meu espírito. Tu me remiste, ó Deus, de verdade!”.
Em seguida, citou João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Após repetir as suas orações várias vezes, foi chamado à presença de Deus.
Desta forma, a sua alma limpa foi pacificamente separada de seu corpo terrestre.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

DELE é o Poder!!

No livro de Salmos 62.11, o salmista diz;Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus. Diante de um cenário em que a capacidade humana vem sendo sempre elogiada e as vezes até idolatrada, não faltam quem na euforia humanista questionam o Poder eminente de nosso Deus. A mais de 2000 anos a bíblia vem alertando para os fatos que estão em evidências nestes últimos dias, e o progresso humano que para muitos é até novidade foi profetizado por Daniel que dizia que este era um dos muitos sinais dos últimos tempos. É inquestionável para nós o Poder do nosso Deus, por isso tributamos a Ele o que lhe é devido, honras, glórias e louvores, pois Ele com o Seu poder e soberania está com as rédeas do mundo em suas mãos. O homem pensa muitas vezes que ele é o autor deste enredo confuso que é a vida, mas ele não passa de um ator cujo papel está esrito e assinado pelo Diretor Geral que é o Deus de Israel, este é um dos exemplo que mais se assemelha a existência. O homem pode até argumentar tem o seu direito concedido pelo livre arbítrio, pode até duvidar, e até mesmo não crer em Deus, mas o que Ele não pode fazer pela sua negação é impedir a Sua existência. Eles querem sinais e satisfações como se Deus fosse uma mera criatura, mas a resposta mais perfeita é a que o Criador deu ao Faraó do êxodo, "EU SOU O QUE SOU ". Deus não é soberbo, jamais, mas sempre fez desafios e nunca encontrou que Lhe assemelhasse, (Is 45:6) - Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro. Nenhum imperador desde os Faraós até os nossos governantes atuais pode acrescentar com todo poder que tiveram um dia a mais da sua vida na terra, foram até onde Deus permitiu; "...até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. " Deus tem o controle de todas as coisas Ele é o Criador e Sustentador da criação e determina tempos para julgar aqueles que andam na soberba, Ele anuncia antes e executa no momento que lhe apraz, Ele está no controle da história constituindo e destituindo reinos e principados para cumprir os seus propósitos e antes de qualquer coisa todo o homem tem que se curvar ante a Sua soberania a bíblia diz que nunca desde a antiguidade se ouviu falar de um único deus que se iguale ao Deus de Israel(Is 46:5) - A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?, acaso existem alguma coisa ou ser que possa se igualar ao nosso Deus? Além de existir antes de tudo e criar todas as coisas do nada, Deus chama acontecimentos antes que se cogite sobre eles, (Is 41:23) - Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; (Is 43:12) - Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; eu sou Deus. Ele penetra e sonda tudo e todos, não há como alguém fugir de sua presença;(Sl 139:7) - Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?;quando Ele quer operar ninguém pode impedí-lo;(Dt 32:39) - Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão. Por isto com santo temor nos acheguemos a Ele pois é refúgio e consolo para os que nEle confia, Ele é a força que nos engrandece é o favor que nos faz vitoriosos a cada dia.